terça-feira, abril 04, 2006

AÔ-AÔ

Mescla bizarra di macho y fêmea, coxas grossas di musa, cabelos em cachos di ovelha, lá se vai u Aô-Aô, uno de los bichos mais filhus-da-puta de las selvas paraguaias.

Este vae solitário, desgarrado, fúnebre, cabisbaixo, envergonhado sabe se lá por qual motivo.

Mas geralmente los Aô-Aô seguem em manadas, uns protegendo aos outros, uns se escorando nos outros, uns se apoiando nos outros, sempre em manadas, pelos bosques du Paraguai, onde muito se divertem perseguindo y devorando cazadores y aventureiros distraídos.

Há quem diga que los Aô-Aô non existem. Dizem que son personas, homens, mulheres, advogados, autoridades, gente que se fantasia de ovelha pra disfarçar sua fome insaciável di carne crua.

Outros estudiosos de la Mitologia Popular Paraguaia afirmam que eles existem, que son demônios genti-boas, que los que falam mal deles assim lo fazem por mera inveja.

Eminentes estudiosos de la cultura guarani afirmam que u gozo dus Aô-Aô´s, mais que fornicar, es devorar, devorar las personas, assim, enteras, com cabeza y todo.

Olhos grandes e ingênuos, estilo mocinhas ingênuas, desprotegidas, que precisam di protección de la Polízia. Sus manos tem apenas 3 dedos, de donde salem garras pontudas. Sus pés son patas di cabras.

Devorar u corazom ainda caliente de suas vítimas, eis la alegria impagáble dus salbajes Ao-Aô du Paraguay.

A única maneira de escapar dum Aô-Aô es trepando no alto duma Pindovy, la Palmeira Azul, la mítica palmeira sagrada dos antigos guaranies.

Por que? Porque las palmeiras azules, las Pindovy, es u único árbole que us Aô-Aô respeitam. Las outras árvores eles non respeitam. Y cavam, com suas garras pontudas, cavam ao redor da árvore, até derrubá-las y deborar aquellos que nela se refugiabam.

Aô-Aô, é tudo que dizem, é tudo que sabem dizer. Aô-Aô, duas letras antiguas, duas sílabas salbajes.

Quem diria, por trás de esas sílabas infantiles, Ao-Aô, de essas caras di ovelhinas ingênuas, Aô-Aô, se escondem monstruos carnívoros capaz de roubar tuo corazom y devora-lo, assim, crudo y quente, fumegante, pulante, Aô-Aô, com gosto enferrujado di sangue.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Belos bichos!

quarta-feira, 05 abril, 2006  
Anonymous Anônimo said...

Ah, desculpa. A anônima aí de cima sou eu, Índigo. tsts...

quarta-feira, 05 abril, 2006  
Anonymous Kimura said...

Tem blog novo! Aeeeeee! rs.

sexta-feira, 07 abril, 2006  
Blogger Dama Satán said...

genti fina, cara!!

sábado, 08 abril, 2006  

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